Adriane Galisteu estava prestes a lançar na HBO Max a série Meu Ayrton, por Adriane Galisteu, um relato pessoal sobre a convivência dela com o piloto Ayrton Senna. É um projeto com tom íntimo: não é uma biografia acadêmica, mas a lembrança de quem esteve perto.
Origem do projeto
O projeto surgiu depois da participação — discreta — de Galisteu na série Senna, da Netflix, na qual sua presença acabou reduzida devido a desentendimentos com a família do piloto. Mas por que ela decidiu contar sua versão agora? A resposta é simples: memória e urgência.
Galisteu deixou claro que não queria polemizar nem responder a outra produção. Segundo ela, trata-se da sua visão dos fatos, registrada para quem quiser conhecer esse ponto de vista.
Não se trata de uma resposta — é a sua versão e ponto final.
O que a série busca mostrar
A proposta foi mostrar um Ayrton fora das pistas, mais humano e menos conhecido do grande público. Além do talento nas corridas, Galisteu quis ressaltar a admiração por quem ele era na vida cotidiana — traços que, segundo ela, merecem ser lembrados.
O processo de resgatar essas lembranças foi intenso. Galisteu contou que foi emocional e, por vezes, exaustivo; houve momentos em que pensou em desistir. O suporte do marido, Alexandre Iodice, foi decisivo para seguir adiante.
Ela também falou da preocupação em deixar um registro para o filho do casal, Vittorio, e para as próximas gerações. Além disso, justificou a pressa com a percepção óbvia: memórias e testemunhos se perdem com o tempo.
Galisteu reconheceu o trabalho da família de Senna na preservação da imagem do piloto, mas disse que queria somar uma contribuição pessoal ao conjunto de relatos sobre a vida dele.
Em resumo, a série foi apresentada como uma tentativa de mostrar um lado íntimo de Ayrton Senna pela perspectiva de quem conviveu com ele, lançada na HBO Max e, segundo Galisteu, sem a intenção de ser uma resposta à série Senna, da Netflix.







