O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à rádio Itatiaia em Minas Gerais na sexta‑feira (29), que não pretende acompanhar o julgamento do ex‑presidente Jair Bolsonaro e de outros réus do chamado “núcleo 1” no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para começar na terça‑feira (2).
Quando questionado sobre ir ao julgamento, Lula foi direto: “Eu não vou assistir. Tenho coisa melhor para fazer”. A resposta foi curta e deixou claro que ele não pretende acompanhar o processo pessoalmente.
O presidente também ressaltou que Bolsonaro tem direito à presunção de inocência e pode se defender antes de qualquer condenação. Nas palavras de Lula: “Ele tem que primeiro provar a inocência dele. Ele está tendo direito à presunção de inocência que eu não tive. Ele que se defenda, ele que prove que é mentira”.
Sobre o mérito do julgamento, Lula diferenciou a pessoa da conduta: não estaria sendo julgada a figura política, mas as ações atribuídas a Bolsonaro com base em denúncias, delações e provas apuradas pela Polícia Federal. Como disse o presidente: “Se ele cometeu o crime, ele vai ser punido. Se ele não cometeu, ele será absolvido e a vida continua”.
Paralelamente, o projeto de anistia defendido por setores da oposição seguia parado na Câmara dos Deputados. Aliados de Bolsonaro tentam ampliar um eventual benefício para pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e para o próprio ex‑presidente, mas não havia votação confirmada.
Em resumo
- Data do julgamento: previsto para terça‑feira (2).
- Posição de Lula: não vai assistir ao julgamento.
- Direito citado: Lula afirmou que Bolsonaro tem presunção de inocência.
- Projetos em andamento: proposta de anistia na Câmara sem votação confirmada.
O trecho da entrevista foi divulgado pelo Bahia Notícias nas redes sociais. O caso segue com data marcada, mas novos desdobramentos poderão depender de decisões judiciais e do andamento legislativo.