O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), elogiou a grande operação deflagrada em São Paulo contra supostas movimentações financeiras do Primeiro Comando da Capital (PCC). A manifestação veio logo após a operação, na quinta-feira (28), e destacou o uso da inteligência como peça-chave no combate ao crime organizado.
O que houve
A ação foi feita em conjunto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e pela Receita Federal. O foco principal, segundo as autoridades, era o empresário Mohamad Hussein Mourad, apontado como o epicentro de um esquema no setor de combustíveis que, afirmam os investigadores, faria a ligação entre o PCC e o centro financeiro da Faria Lima.
Nas diligências, foram cumpridos 350 mandados de busca e apreensão. As apurações indicam que Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, seriam os operadores de um ecossistema fraudulento que atuaria em várias etapas do mercado de combustíveis, incluindo:
- importação e produção;
- distribuição e venda ao consumidor;
- mecanismos de ocultação e blindagem de patrimônio por meio de fintechs e fundos de investimento.
Na visão do governador, a operação mostra que é possível enfrentar o crime não só com ações de campo, mas também com inteligência e integração entre forças — uma estratégia que ele considera exemplo para outras unidades da federação.
“A operação realizada pelo Ministério da Justiça do governo Presidente Lula contra as operações bilionárias e ilegais do PCC no mercado financeiro e de combustíveis […] é exemplo de que é possível combater o crime não apenas com operações de campo, mas, também com o uso da inteligência policial e da integração de forças”, disse Jerônimo Rodrigues em nota.
Ele acrescentou que o modelo inspira a política de segurança pública na Bahia e reforça a necessidade de equipar as forças com recursos tecnológicos e inteligência para enfrentar organizações cada vez mais sofisticadas.
“É uma inspiração para que nossa luta na Bahia contra o crime organizado continue firme, equipando nossa polícia e usando de recursos tecnológicos e de inteligência contra criminosos cada vez mais sofisticados. Mas, vamos derrotá-los”, complementou Jerônimo.
As autoridades responsáveis pelas investigações informaram que as diligências e a análise de documentos e transações financeiras continuam em andamento, com o cumprimento dos mandados e a apuração das conexões entre as empresas investigadas e os mecanismos financeiros apontados pela operação.