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A Polícia Civil, por meio do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), com apoio da Divisão de Inteligência (Dipol) e do 11º Batalhão de Polícia Militar, realizou uma operação na quarta-feira, 10, que resultou na prisão de oito homens ligados a uma associação criminosa responsável por cometer assaltos a duas agências bancárias em Sergipe e cinco na Bahia.

 Foram presos André Carvalho Ribeiro, 32 anos, Adson Correia Santa Rosa, 31, Washington Farias Rodrigues, 34, Gilberto Júnior Ribeiro de Oliveira, 22, Marques de Carvalho Neves, 21, Lucas Andrade Oliveira, 21, Jaine Vieira de Andrade, 22, e José Raimundo de Oliveira, 20. Além deles, Ubirajara Pedro da Silva, 42 anos, conhecido por “Bira” ou “Dinho”, atuava de dentro de um presídio na Bahia. Como décimo envolvido no grupo, um homem, posteriormente identificado como Paulo César Santos Santana, 35 anos, morreu em confronto com a Polícia. Contra ele havia três mandados de prisão em aberto, sendo um pelo cometimento de homicídio a um policial militar ocorrido em Petrolina/PE, no ano de 2015.

Segundo informações do delegado Dernival Eloi, diretor do Cope, o grupo cometeu dois assaltos a agências bancárias em Sergipe, sendo o primeiro caso registrado no dia 4 de setembro, na cidade de Macambira; e a segunda ação delituosa no dia 7 de outubro, em Itabaianinha. Os demais crimes foram registrados nas cidades baianas de Paripiranga, Araci, Coronel João Sá, Sítio do Quinto e Adustina, onde reside a maior parte dos integrantes.

Inicialmente, a Polícia prendeu os acusados Marques, Gilberto, André e Lucas no município de Alagoinhas/BA, quando eles saíram de Adustina/BA e seguiam em direção à cidade de Salvador/BA. As outras prisões ocorreram em Adustina/BA, Itabaianinha/SE e Tobias Barreto/SE, local onde a Polícia Militar realizou apoio à operação e, durante troca de tiros, Paulo César veio a óbito.

A Polícia apreendeu também armamento pesado (a exemplo de um fuzil AR15 calibre 556 e uma AK47 calibre 762, de fabricação russa), explosivos (banana dinamite, espoletas e cordel detonante), veículos (dois automóveis e duas motocicletas) e a quantia de R$ 32 mil, proveniente das ações delituosas do grupo. Apenas Ubirajara, um dos líderes do grupo e que atuava de dentro do presídio na Bahia, tem antecedentes criminais. A Polícia Civil de Sergipe continuará em contato com a Polícia da Bahia, com o intuito de obter informações que levem a outros possíveis envolvidos na associação criminosa.