Colhendo ainda os primeiros raios da manhã deste sábado, 04 de outubro, na procissão fluvial pelo Rio São Francisco, começava o fim da festa que trouxe esperança aos fiéis paulafonsinos.

“Sejam todos bem-vindos e bem-vindas, depois dessa caminhada de oração vamos fazer dessa praça uma tenda da paz” disse Pe. Celso ao receber o Padroeiro de Paulo Afonso e a multidão que o acompanhou em procissão pelas ruas da cidade.

São Francisco, portanto, cumprindo a tradição, andou por águas, terras e durante dez dias pelo coração do católico devoto, esperançoso na vida. Aqui passaram fiéis das Comunidades distantes e próximas, párocos, Pastorais, escritores, artistas e pessoas que evangelizam pelo mundo. “Com todo amor e com toda intensidade da nossa fé, vamos celebrar, para que o Senhor faça de cada um de nós um instrumento de oração” continuou o pároco.

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Ainda não é possível contar ao certo os milhares de pessoas que estavam espalhadas ao redor da Igreja, mesmo com a multidão foi possível celebrar com tranqüilidade e ouvir bem a mensagem. “É importante hoje à noite, entrarmos na mentalidade de Deus, como ouvimos no Evangelho, graças a Deus somos muitos, vendo a procissão dava para arrepiar, porém, a alegria de Deus estará presente se pelo menos um de nós voltar para casa com o coração arrependido”, disse Dom Guido, durante a homilia.

O Bispo que presidiu a Celebração voltara da Itália há dois dias, e chamava atenção dos féis para a vida de São Francisco através do Evangelho. “Em quem eu coloco minha esperança para enfrentar a realidade e não perder minha vida?”, questionou à multidão lembrando que muitas vezes estamos próximos fisicamente, mas muito distantes no coração. “Quantas vezes não estamos na Igreja sem o desejo profundo, quantas vezes não achamos que os outros são ameaças para nós?, quantas vezes nós diante de algo novo temos medo?” continuou.

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Tal como diz o Evangelho é preciso ter alegria imensa quando se vir alguém voltar à Igreja. São Francisco de Assis certamente trouxe muitos e distintos ao encontro do Pai.

A festa caminhava para seu fim, Pe. Celso agradeceu a todos que fizeram mais esse ano com amor e dedicação.

“Agora só tenho que abrir o coração e digo que me sinto incapaz de agradecer as pessoas, a única coisa que posso fazer e oferecê-las a Deus” finalizou o pároco.

Depois todos se maravilharam com a queima de fogos, e não saíram enquanto o céu era iluminado, acrescentando beleza ao que já é bonito demais.

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